Parece que eu vejo a história de Romeu e Julieta se aproximando de mim.
Parece até que eu sou a Julieta, e que estou presa ao meu balcão, enquanto você se declara pra mim, sem meu pai te ver, é claro.
Mas, ao lugar de um balcão, eu vejo duas telas de computadores, e eu vejo outras janelas abertas, só para disfarçar, quando outras pessoas chegam perto.
E, ao invés de nossas famílias se odiarem, não, elas se amam, o problema é que a nossa cabeça não se dá bem uma com a outra.
Mas, porque, mesmo assim, eu sinto que te amo?
Mesmo eu tendo vontade de te jogar do outro lado da rua quando você passa por mim, por que eu sinto que eu te quero ao meu lado?
Como pode uma só pessoa, fazer papéis tão antagônicos?
Pergunto-me isso todos os dias.
E acho que cheguei à conclusão.
Eu te amo, mas ao mesmo tempo, eu sei que esse amor não me fará bem.
Não importa o quanto eu te ame, ou não importa o quanto você me ame, está na hora de ser um pouco egoísta.
Está na hora de pensar um pouquinho só em mim, e esquecer-me dos outros, esquecer-me do resto da humanidade.
E, a esta conclusão, eu tomo a seguinte atitude:
A partir de hoje, não importa o que os outros digam, não importa o que o meu coração diga, eu não te amo mais. Eu não quero, ou melhor, eu não vou saber mais de você, eu não vou ter você mais em minha mente, eu não vou mais ser a sua Julieta. Pra mim acabou, como esse ponto final encerra com este texto.
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